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segunda-feira, setembro 03, 2012

"Falling from clound 9"

Nunca tinha ouvido essa expressão, confesso. Foi em uma música da Katy Perry (É. Eu gosto. de Katy Perry. #mejulguem) que primeiro tomei conhecimento. Coisa estranha cair de uma nuvem chamada 9, certo/ Pois bem, procurando ali e aqui, descobri que cair dessa tal nuvem de número 9, veja só, é como tomar o-maior-tombaço-da-história-amém. Aí tudo fez sentido. A tal da nuvem 9 é especial - mais alta, mais fofa, mais aconchegante. Sabe, é como quando você está confortável, feliz, com o sorriso de orelha a orelha e aí... e aí vem um míssel teleguiado e te leva para longe daquela almofada de algodão azul. Quem nunca, né, minha gente?

O problema é que, ultimamente, não sei quanto a vocês, mas eu venho sentindo esse cai-levanta-cai cada vez mais intenso. Dia desses, numa aula de pós (É. Curso Teorias e Práticas da Comunicação. #mejulguemdenovo), o professor disse que temos a sensação de correria porque colocamos muita coisa no período de, sei lá, uma hora. Enquanto há dois, três anos, você colocaria metade disso.

E aí que, ligando lé com cré, concluí que caímos mais porque damos mais a cara a bater por hora diária. Sabe, enquanto você colocava o nariz para fora da vida da casa di-mamãe-i-papai umas três vezes por semana quando era estudante, agora é todo dia. Toda hora. Basta levantar e sair de casa e pronto!, lá está você tomando na cabeça no trânsito, no trabalho, na pós (!). Do namorado/noivo/rolo/ficante/boymagia, da amiga, da mãe e do pai carente, ah sei lá.

E, sempre invariavelmente, eu me pergunto: por que é tão difícil acreditar nas pessoas de novo? Se alguém te fechou no trânsito, respire fundo. Errar é humano. Se alguém querido pisou na bola, respire fundo e vamos perdoar. Ou ao menos tentar. Perdoar é difícil, mas não é essa tarefa impossível que ficam pintando em toda e qualquer conversa de bar. Acho que, no final das contas, não são mais as pessoas que me decepcionam. É a falta mesmo de vontade de tentar ser um ser humano melhor, uma pessoa mais feliz, uma pessoa de fácil trato.

Quanto mais eu conheço o mundo, mais eu amo minha cachorrinha ;)

terça-feira, março 20, 2012

Fazia um tempo.

Na verdade, faz tempo. E, mesmo assim, essa pequena caixa branca com letras que surgem a cada tecla disparada pelos meus dedos se torna tão familiar ao toque, ao som. Nem a velocidade com que as palavras aparecem na tela me assusta.

Para mim, falar é respirar. Não há meios de viver sem falar, descrever, pronunciar o que cada sentimento, sensação, dor, sabor... preciso das palavras, descrições, explicações. Eu vivo para as palavras e elas vivem dentro de mim.

E não à toa, cá estou eu, sem sono por conta de um dos inúmeros dramas que eu mesma me faço superar... escrevendo. Há uma voz dentro da minha cabeça me narrando tudo isso que estou aqui escrevendo, e ler as palavras saindo de mim me alivia. A tensão vai embora. É o melhor exercício que existe.

Eu não me importo em amolar as pessoas com esse meu jeito. Francamente, com quase 30 anos, quem me ama já deve ter se acostumado. Também não me incomodo de ser um incômodo. Tenho medo, sim; mas todo mundo teme não ser amado por seus defeitos. E não ser autêntica não é um dos meus.

A verdade é que, com o passar dos anos, me convenci de que o medo da rejeição é universal. Os meus motivos são meus por uma razão, mas sempre existirão outros. Sempre haverá quem teme a solidão por suas próprias inseguranças. E, no meio dessa conclusão, a única coisa que me resta é ser autêntica.

Porque, sendo autêntica, eu ao menos me comprometo comigo mesma a dizer a verdade, não importa o que aconteça. Só eu posso prometer isso a mim mesma. Sendo autêntica, eu prometo chorar quando não for aceita, mas me consolar por ser assim, imperfeita. Eu posso me aceitar sem ser acomodada, posso ser feliz sem ser arrogante. Ser autêntica é mais uma questão de espírito do que propriamente uma atitude, acredito eu.

Por isso, nesta noite insone, cá estou eu, sentada no sofá, esperando que a minha cabeça me dê paz. E escrevendo. Porque foi a primeira coisa me deu vontade de fazer. Porque é assim que eu rumino pensamentos. É assim que as minhas emoções são digeridas. É assim que eu tiro os nós do estômago. É assim que tudo faz sentido novamente.

E, devo reconhecer, é muito bom fazer isso novamente.

segunda-feira, setembro 19, 2011

Novidades

Pois então, eu sumi de novo.

Mas estou aqui para dizer que, em breve, terei novidades.

Aguardem ;)

sábado, março 05, 2011


Renovação


Quando eu decidi deixar o blog, alguns meses atrás, eu estava perdida. Eu tinha tantos sentimentos guardados dentro do peito e, ao mesmo tempo, nenhuma vontade de espalhá-los ao mundo. Pela primeira vez na vida, eu me vi sem palavras para conseguir descrever o que eu pensava, sentia, respirava. O mundo, antes tão magicamente possível de ser entendido através da simples colocação de letras e símbolos, havia perdido todo o sentido para mim. Havia um vazio em mim que era impossível ser explicado.

Demorou algum tempo a entender que, na verdade, esse vazio não era... bom, vazio. Era um excesso de emoção contida, guardada e que, depois de tantos anos, simplesmente estourou. A represa que eu havia tão habilmente contruído ao redor de tantos fatos da minha rompeu-se de uma só vez, alagando meu discernimento com memórias, raiva, dor e angústia. A ingenuidade de uma jovem mulher, então, afogou-se, tamanha a intensidade daquilo que havia desperto em mim.

Depois disso, fui obrigada a aceitar que a realidade deve ser vivida, não escondida. E que as palavras, mesmo quando faltam, devem ser buscadas, perseguidas, procuradas. Desejadas ardentemente. Pois só através da descrição detalhada de tudo o que eu vejo, sinto e penso é que serei livre. A liberdade, tão sonhada, está no que eu mais amo: palavras.

Pois elas voltaram dentro de mim. O silêncio já me incomoda, e eu quero falar ao mundo. Fatos importantes, bobagens, pensamentos, noites insones. Não importa. O importante é que quero, de novo, falar, muito.

Acabou a temporada de silêncio. Que venham as palavras!

P.S.: E, para celebrar a volta, template novo ;)

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Voltando

Não sei dizer se a volta vai se dar essa semana ou daqui um mês.

Mas o fato é que eu já sinto o bichinho da inspiração se debater aqui dentro de mim há algum tempo. E a cada dia que eu me nego a sentar aqui e escrever, ele grita mais alto, ele sacode a jaula mais forte e protesta, impetuoso, contra a prisão em que eu o coloquei por tempo inderterminado.

Pois é. Acho que os dias de escuridão terminaram.

Estou voltando ;)

terça-feira, novembro 09, 2010

De licença

Às vezes, até as coisas que mais gostamos machucam.

Eu adoro escrever. Mas, ultimamente, escrever tem doído bastante. Uma dor enjoada, pontiaguda, que perfura a alma e me deixa caad vez mais fraca.

Ultimamente, para falar a verdade, eu não tenho tido vontade de falar.

Pode ser porque eu esteja realmente numa grande enrascada, ou pode simplesmente ser consequência dessa enrascada. Não importa, na verdade.

Eu ando muito cansada para querer falar todas as muitas, infinitas coisas que se amontam na minha cabeça. As mesmas muitas coisas que me tiram o sono, o sorriso, a vontade de respirar.

Por isso, e por constatar que isso já está acontecendo, eu venho pedir oficialmente licença. Aos meus 2 leitores fiéis (rs), aos perdidos que passam por aqui atrás de qualquer coisa menos um blog de uma corujinha perdida. Licença para ir ali e ficar quieta, no meu canto, remoendo os meus sentimentos.

Mas, principalmente, licença para permanecer em silêncio.

Não é para sempre. Quando a dor passar - e ela vai passar - eu vou voltar.

Até lá... bom, até lá :)

terça-feira, novembro 02, 2010

Dos pequenos grandes detalhes

Acabei de assistir "Onde Vivem os Monstros", de Spike Jonze. Foi lançado ano passado e eu me lembro bem que fez muito sucesso, ao menos entre os meus amigos "cultos". Mas lembro também que a crítica foi muito favorável, e numa das entrevistas que o diretor deu, ele disse: "o filme não foi feito para crianças, e sim para falar da infância".

Na época, eu não entendi. Quer dizer, eu entendi que ele tinha uma temática infantil, mas que não era necessariamente tratada de uma maneira... fácil, palatável e leve como são os filmes para crianças.

Agora que vi o filme, consegui entender o que ele quis dizer. E posso afirmar que o filme não fala apenas da infância. Fala da vida, da forma como todos nós somos meio crianças ver por outra durante as nossas vidas.

O filme começa com uma fuga - que vai culminar na ilha onde os monstros vivem. Crianças fogem quando as coisas ficam ruins, e não há nada de errado nisso. Afinal, não é como se elas possuem um dicionário emocional para quando as coisas ficam difíceis. Elas ainda terão que aprender isso.

E, quando "crescemos", vamos aprendendo a lidar com as situações. A não fugir mais. Vendo o filme, no entanto, fiquei pensando que deveríamos, sim, poder fugir das coisas às vezes. Não que isso seja a maneira certa de lidar com certas situações; mas, em certos momentos, fugir é a única coisa que nos resta. É a única forma de conseguir respirar um pouco, calar as muitas vozes dentro da sua cabeça e encontrar ouvir o seu coração batendo, sussurando lá dentro o que você de fato quer, sente, precisa fazer.

Não pude deixar de pensar que, por algum motivo masoquista, nós nos violentamos dia a dia enfrentando certas coisas que não precisavam ser enfrentadas - ao menos não naquele momento. Não há nada de errado em retroceder, em se esconder. Não há nada de errado em ter medo. Em fugir. Para voltar depois, mais forte, mais corajoso. E em paz.

Não há nada de errado em tentar preservar o seu coração. Muito embora, quando viramos gente grande, ele seja inevitavelmente esmagado mais cedo ou mais tarde.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Palavras

Fui ver ontem "Comer, Rezar, Amar". Lindo, lindo. Não só porque tem a Julia Roberts (e já me escreveram dizendo que eu sou a cara dela - ha!), mas porque é uma história realmente tocante.

Para quem nunca viu nada sobre o livro da Liz Gilbert, jornalista que inspirou a história, a trama é mais ou menos assim: ela - Liz - desiste de um casamento perfeito, cai em depressão depois de namorar um cara mais novo que tinha pouco a ver com ela, e decide que deve primeiro aprender a se amar para depois amar de novo.

E, bom, para se amar, ela decide se dar um "presente": um ano sabático passando pela Itália (comer), Índia (rezar) e Indonédia (amar). Assim, nessa ordem mesmo, porque no fundo, no fundo, é mais ou menos nessa ordem que ela vai reorganizando a vida e a alma.

O filme em si é bem tocante. E, realmente, dá mesmo uma vontade louca de fazer isso. Claro que, sendo a Julia Roberts, você teria o dinheiro, a beleza e as roupas para fazer tudo isso sem perder a pose e, bom, isso torna tudo mais simples. Mas, se separarmos as suas viagens e os objetivos de cada uma, é possível pensar que dá para fazer uma por ano - ou a cada dois anos, sei lá. Quando precisar, acho que a medida certa é essa.

Eu, por exemplo, adoraria passar uns meses num retiro indiano para aprender a rezar. Liz teve sérios problemas para aprender a meditar - e, bom, é difícil mesmo. Já imaginou, de verdade, como deve ser difícil pensar em... nada? Limpar a mente? Durante uma crise de fúria, um colega de jornada que Liz encontra pelo caminho diz: se você não aprender a controlar a sua mente, o seu pensamento, como é que vai dominar o mundo ao se redor?

Ok, é um filme de auto-ajuda. E, mesmo assim, não é brega ou ou falso ou aquela coisa impossível de ser feita a menos que você seja um guru iluminado. São passos pequenos, possíveis, imperfeitos - e o flme deixa isso bem claro - que podem se transformar em algo maior depois de algum tempo. Mais que isso, mostra como é importante assumir suas fraquezas, sentir-se fraco e vulnerável - para, depois, renascer em força. Temos muita dificuldade em assumirmos nossas fraquezas e defeitos, mas é conhecendo essas pedras que podemos pensar em como retirá-las do caminho.

Durante o filme, Liz procura encontrar a sua palavra - que a define, um tipo de jogo que ela descobre durante sua estada na Itália. Ao final, ela encontra: "atraversiamo", que em italiano significa algo como "vamos cruzar". Fiquei pensando em como deve ser fantástico conhecer tanto de si própria ao ponto de conseguir se definir em uma palavra - e, no caso dela, algo que mostra uma personalidade sempre mutante, em busca de coisas novas.

Um desejo de vida que tenho que começar a trabalhar para conquistar ;)

quinta-feira, outubro 14, 2010

Nice to meet you, too

A verdade é uma só: ser gente grande sucks. Big time.

Tudo bem, aquele melodrama todo acaba ficando para trás em algum momento e o seu coração para de viver à beira de um infarto todos os dias. E também é verdade que você consegue ter um certo controle maior sobre a sua vida - porque seus pais deixam, porque o seu dinheiro deixa, e porque você aprende a peitar todo mundo que não quer deixar a sua vida em paz.

Mas acontece que o preço dessa liberdade é bem alto. Não há mais tempo livre para pensar na vida; seus únicos pensamentos sobre isso vão sempre girar em torno das contas a serem pagas e do dinheiro que você precisa para - supostamente - ser feliz. As responsabilidades são maiores. As consequências são mais graves. As expectativas, então, são imensas - claro, quando você tem 16 anos, você também espera mudar o mundo e isso é grande. Só que aos 26, 27, você percebe que mal consegue mudar a própria vida, que dirá o planeta!

Não é de todo ruim, no entanto. Saber que o mundo vai continuar o mesmo tira um baita peso das costas. Mas também dá uma certa preguiça de fazer qualquer coisa - porque tudo, no final, vai continuar a ser como antes, de um jeito ou de outro. Até uma revolução, depois do conflito físico (se tiver) e emocional, vai conhecer a calmaria novamente.

É, acho que está aí o problema. Ser gente grande sucks big time porque é tudo muito calmo. Você anseia ardentemente por essa calmaria, é claro, mas quando a encontra, percebe que seria bom ter aproveitado um pouco mais daquele pandemônio que a vida era - um caos milagrosamente organizado de uma forma até prazerosa.

Para mim, seria o máximo conseguir de novo sentar aqui todos os dias e refletir sobre... o mundo, a vida, a morte, Deus, sexo, drogas, política, animais abandonados, maldade, bondade, solidariedade... tantas questões que o ser humano precisa ainda aprender a lidar e compreender. E tudo o que eu consigo são alguns minutos roubados entre uma tarefa e outra, entre uma preocupação financeira o vencimento das contas.

Não é culpa de ninguém. Eu só queria que fosse possível unir a vida de hoje com a vida de dez anos atrás.

Mas eu acho que isso jamais seria possível, anyway.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Das pequenas tragédias

Neste exato momento, uma mãe está chorando a morte do filho recém-nascido.

Em outro canto do mundo, um filho está chorando a morte dos pais já idosos.

Em algum lugar na África, uma vila inteira é dizimada por guerrilhas obscuras. Ninguém sobrevive.

Ainda por lá, na selva, uma família de raros gorilas é atacada por caçadores. O único filhote vivo se aninha junto ao corpo a mãe sem vida.

Em algum lugar do mundo, alguém vai presenciar um assassinato.

Em outro lugar, alguém será assassinado.

Alguém será preso em frente à família.

Alguém será sequestrado.

Alguém vai se divorciar do grande amor da sua vida.

Alguém vai perder o ônibus para o primeiro encontro com o grande amor de sua vida.

Alguém...


Às vezes eu imagino o que pode acontecer no mundo. As coisas boas são fáceis; mas me dói pensar que existe pequenas tragédias cotidianas que jamais serão anunciadas. Nunca irão sair estampadas na manchete de um jornal porque... bom, porque são cotodianas. Acontecem sempre, todos os dias, todas as horas, em algum lugar qualquer desse planeta.

O que me dói, mesmo, é saber que eu fico sabendo de uma outra de vez em quando, e assisto, impotente, o jeito por vezes cruel que a vida tem de seguir adiante.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Eleições

E a Dilma, que todo mundo tinha certeza, ia levar no primeiro turno, acabou derrapando na reta final e não conseguiu acabar com isso logo de cara.

É claro que as chances dela levar no segundo turno são grandes. Lula já deu a deixa: "Eu nunca fui eleito em primeiro turno", disse ontem numa coletiva de imprensa. E ela conseguiu muitos votos.

Não tenho comentários sobre o Serra. Ele só está na frente porque não é a Dilma. Ponto.

Surpresa, no entanto, para os 20% de Marina Silva, a zebra desta eleição. Ninguém acreditou que ela poderia ser tão importante; mas, contra tudo e todos, a candidata do PV saiu mais forte do que nunca. São os votos dela - ou melhor, de seus eleitores - que vão decidir agora quem comanda o Brasil.

No mais, uma mistura de alívio e desapontamento. Netinho não foi eleito - graças! Marta Suplicy também não. Ufa. Mas Tiririca, aquele palhaço (em todos os sentidos) que assina com rubricas e não com letras, foi o deputado federal mais votado dessa eleição.

Nessas horas, eu lembro do meu primeiro namorado. Ele saiu da escola na 8ª série e desistiu de estudar. Depois, resolveu fazer supletivo. No último ano, largou tudo. Investiu o dinheiro numa moto. Foi quando terminamos. E, no entanto, a campanha do Tiririca me faz imaginá-lo rindo no sofá, assistindo à campanha medíocre (se é que aquilo foi uma campanha) do candidato. Para ele, o voto é uma brincadeira. Sempre foi. Ele nunca aprendeu em lugar nenhum o que era exercer a cidadania e saber que o futuro do país está um pouquinho nas mãos de todo mundo. Todo mundo acha que Brasília é responsável pelas mazelas do país - mas quem trabalha em Brasília é colocado lá pelo meu, seu, nosso voto. Portanto...

Eu acho triste. E bora fazer o Serra levar essa eleição!

quinta-feira, setembro 23, 2010

... porque viajar é preciso

Então é assim.

Às vezes ser jornalista é um pé. No saco. Mas às vezes também tem das suas comodidades :)

Uma delas é que, às vezes, temos a oportunidade de conhecer algumas coisas... fantásticas. Sensacionais. São convites únicos e que valem muito a pena.

Pois amanhã, eu terei a chance de conhecer um dos resorts mais românticos do Brasil: o Nannai Beach Resort. E olha que legal: ainda vou acompanhada com o marido!



Aí, se eu sumir de novo até... terça-feira da semana que vem, vocês já sabem o motivo.

Bom final de semana!

quinta-feira, setembro 16, 2010

Da responsabilidade

Eu sei que brasileiros não são lá muito patriotas. Não, não somos MESMO. E não me venha com aquelas imagens lindas da Copa do Mundo, ou dos atletas que suaram a camisa nas Olímpiadas (alguns durante anos antes, aliás), todos emocionados com as nossas vitórias no esporte. E também esqueçam aqueles artistas que vivem numa utopia linda, em que o povo brasileiro é simpático, acolhedor, amoroso. Sabe, aquela idéia romântica de que somos, no fundo, láááááa no fundo, pessoas de bem.

Quero que todo mundo deixe bem claro na cabeça os tiroteios das favelas cariocas. Das crianças que já morreram nas mãos de policiais corruptos, de traficantes, de ladrões pé-de-chinelo que não sabiam o que estavam fazendo e fizeram m****. Dos drogados que também fizeram m**** atrás de mais um pico, uma baforada. Dos ignorantes que vendem o próprio voto por dinheiro, por água - por dignidade. Uma dignidade que lhes foi roubada assim que o dinheiro caiu na mesa.

Porque esses, senhoras e senhores, TAMBÉM são brasileiros. E cada vez mais, se tornam maioria.

Então, eu venho aqui hoje dizer que, se você puder, por favor, de alguma maneira, espalhar essa idéia, talvez quem sabe a gente consiga mudar o Brasil. Porque é assim, comentando de pouquinho em pouquinho, que um dia quem sabe todo mundo vai entender como é que se vota nesse país. E aí, quem sabe, vamos parar de tratar o Brasil como latrina e viver de fato em uma nação no caminho da justiça.

Por que eu falo isso? Pois então. Recebi um link hoje no Facebook falando do Netinho. É, sabe, aquele pagodeiro que não fez NADA da Câmara de São Paulo, que não apareceu um dia para trabalhar e que ainda por cima bateu na esposa. O link aqui mostra bem o que aconteceu - aliás, tem a foto da moça, com a cara roxa das pancadas. Em outro momento, durante uma entrevista com os meninos do programa Pânico (que eu não defendo), o sujeito mostrou quão destemperado é e partiu para a porrada enquanto era filmado.

É esse distinto senhor que está cotado para ser mais um senador do Brasil. Sim, esse é o cara que vai mexer nas leis do seu país, que vai colocar regras no jogo do SEU dia a dia. Do SEU dinheiro, dos SEUS impostos. Se você acha que só porque ele está em Brasília isso não tem nada a ver com a sua pessoa, enganou-se. Esse distinto senhor, que não tem faculdade e mal sabe escrever uma frase sem erros de português (que dirá um projeto de lei!) está lááááá na frente nas pesquisas. Esse distinto senhor, que trata mulheres como lixo e é apoiado pelo presidente Lula (o que isso diz sobre ele e a Dilma, hein?), brinca com a própria pátria ao querer ser senador para viver às custas do dinheiro público em troca de... de nada!

Então, eu venho aqui para dizer: chega. É, CHEGA! Há muito tempo, o país elegeu um animal do zoológico como forma de protesto contra a pouca vergonha na política pública. Hoje, esse protesto virou piada - temos Tiririca, temos atriz pornô, mulher-fruta. E temos Netinho para senador. Portanto, se você é como eu e está cansado de sustentar vagabundo; se você, homem ou mulher, acha que um espancador de esposas não tem intelecto suficiente para lidar com um cargo de tamanha importância pública; se você, brasileiro(a), está cansado(a) de viver em um país onde nada é sério e o SEU dinheiro está sendo desperdiçado, faça como eu.

Vote NÃO ao Netinho e a todos os falsários que o apóiam. E mais: espalhe essa campanha. Se o Obama conseguiu se eleger com o lobby virtual, a gente também consegue tirar esse picareta do caminho do Senado.

Conto com o apoio de todos :)

terça-feira, setembro 14, 2010

Notícias

Tá, eu sei. Desapareci. Não foi por querer, não - na verdade, todo santo dia eu tenho no mínimo duas idéias de posts para o blog. O problema é que entre ter as idéias e ter tempo de executá-las existe um verdadeiro abismo.

Mas, enfim, cá estou eu. Por motivos negativos, é verdade - uma pilha de trabalho se acumula enquanto eu fui inteligente o suficiente para esquecer a lista de tarefas + telefones de contato no carro. O carro que foi embora quando o marido levantou para trabalhar. Pois é...

O sumiço tem explicação, também não muito feliz. A semana passada na minha vida foi equivalente ao Katrina em New Orleans: passou tão devastadoramente que levou sangue. Tudo culpa do excesso de trabalho (que eu, ingênua, acreditei que tinha me livrado quando decidi trabalhar em casa) e de uma intoxicação alimentar brava (é, daquelas que você pega quando come peixe estragado em um restaurante japonês de qualidade duvidosa, sabe? Delícia).

Aí veio o final de semana - aquele em que eu passei a base de sopinha, pão, chá e gatorade, porque era isso ou morrer de intoxicação alimentar. Ridículo. Mais ridículo ainda foi que, no churrasco de aniversário da mana (no domingo), passei batido pelas carnes e fui de franguinho com arroz e salada. Ainda bem que a Coca-Cola estava liberada.

Brincadeiras à parte, estou cansada, pedindo arrego, trabalhando demais... mas trabalhando sentada em frente à janela do meu novo escritório, com o silêncio do meu bairro quebrado apenas pelas crianças brincando na escola ou pelos cachorros correndo em seus quintais, e um ventinho fresco batendo em mim nesse dia quente em São Paulo.

De repente trabalhar demais se tornou menos ruim :)

terça-feira, agosto 31, 2010

Crise

Estou maravilhada. Extasiada. Sim, sim: eu descobri que sou normal!

Vamos aos fatos.

Estava eu assistindo televisão - uma ótima companhia nessa minha fase patética de vida - quando peguei um programa passando. Chama Happy Hour, passa na GNT. Não é lá um programa tããããão bacana, mas o tema me interessou: crise dos 30 anos.

Eu sei, eu sei, eu AINDA estou PARA FAZER 28 anos. Mas o programa não começou falando assim, de cara, "olha a crise dos 30 anos". Começou falando dessa fase na vida, lá pelas 27 anos (yep), aquela em que você começa... bom, começa a pensar na vida. Caso, não caso; compro uma casa, uma bicicleta, um carro. Faço um intercâmbio, passo o ano viajando. Troco de emprego, mudo de carreira? Saio da casa dos pais se ainda não casei?

Pois então. Essa sou eu há algum tempo. E, sim!, existem mais além de mim!

Eu não sei se é mais patético descobrir que estou em crise ou descobrir que estou em crise por causa de um programa de TV; mas, de qualquer forma, eu finalmente me senti confortável. A vida de repente se tornou maluca e eu achava que era a única a entender isso. Mas não sou!

E o que seria a tal crise? Bom, a psicóloga (sim, eles levaram uma psico para o estúdio...) disse que, na verdade, a tal "crise dos 30" poderia ter outro nome: crise da idade adulta. E eu acho que é bem por aí - pelo menos para mim. Aos 20 e pouquinhos, você acabou de sair da adolescência e o mundo ainda está se abrindo. Existem inúmeras possibilidades, e errar é permitido.

Contudo, aos 20 e poucões, você já tentou bastante e, bom, parece que todo mundo começa a olhar para a sua cara e perguntar até quando você vai continuar nessa boa vida de ficar apenas tentando. A verdade, mesmo, é que, aos 20 e pouquinhos, você não está tentando de fato. A vida está começando e o que o vento traz é sensacional. O futuro, aquele em que você vai mesmo se esforçar, está lááááá na frente.

E então, quando você menos espera, o futuro chegou! E todos aqueles anos, aquele tempo imeeeeenso que você achava que tinha, de repente, não mais que de repente... acaba sumindo do contador. É assim que eu me sinto todos os dias: como se o tempo tivesse ido embora sem nem deixar um bilhete explicando as razões.

Pode-se culpar a sociedade, a cultura brasileira, os homens, as mulheres que queimaram o sutiã e nos deixaram uma herança meio ingrata - afinal, não apenas não saímos da cozinha como agora cuidamos da cozinha e temos uma carreira. Enfim, dá para culpar todo mundo e todos, mas a verdade é que a culpa é só uma: minha. Ou nossa. Essa pressão toda nasce porque eu espero muito de mim e muito das outras pessoas, e todo mundo vive assim hoje em dia.

No fim das contas, eu não resolvi a minha crise. Mas eu fiquei feliz em saber que é normal entrar em pânico, surtar, não saber mais o que quer da vida e mesmo assim continuar acordando todos os dias fingindo que sabe. É, não é fácil. No entanto, o programa também mostrou um maestro que fez tudo errado e, no fim das contas, hoje é super bem-sucedido.

A caixa de Pandora se abriu para mim, e a esperança invadiu meu coração.

domingo, agosto 29, 2010

Consciência

Domingo amanhecendo. Os passarinhos despertando, remexendo-se nos ninhos. Acordam cantando, como que dizendo uns aos outros que dia feliz está para começar. Conversam, distraem, espreguiçam - passarinho se espreguiça? Sacodem as asas e dão bom dia aos vizinhos.

Civilidade que nos falta.

O sol vai, aos poucos, subindo num horizonte embaçado pela poeira do tempo seco em São Paulo. O cenário, no entanto, ainda é belo. Com o calor, aos poucos uma névoa vai cobrindo a paisagem ao longe, os jardins, as praças, as ruas, os telhados. Brisa gelada no rosto para acordar.

Mas que preguiça.

Jornal na porta às seis e meia da manhã, sofá convidativo, silêncio abençoado. Você e seus pensamentos, sua voz interior narrando a leitura das notícias fresquinhas. Imagens, análises, novidades. Investigações. O mundo continuou o mesmo depois de uma longa noite de sono - se é que você dormiu.

Café da manhã, pão de queijo recheado, chocolate frio com leite, pão com manteiga na chapa, mamão cortado, abacaxi fatiado. Uma fatia de mamão mais amarga - mas, quer saber? Nem só de sabores doces se fazem as experiências mais marcantes da sua vida.

Corrida de F-1, pesquisa no Google, mais preguiça.

Um domingo típico, para lembrar que a vida é boa, muito boa.

quinta-feira, agosto 26, 2010

Cof, cof, cof

Nas duas últimas semanas, meu cabelo começou a funcionar.

Quem acha que cabelo cacheado é "lindo", "diferente", "exótico" e todos esses adjetivos fofinhos que as pessoas usam, um recado: vocês não sabem o que estão falando.

Sim, cabelo cacheado é lindo. Quando bem cuidado - o que requer, depois de anos de experiência e testes de produtos, muita sorte. Sim, porque às vezes nem mesmo a melhor hidratação do salão resolve o problema (sim, já aconteceu comigo).

Bom, fato é que meu cabelo tem vida própria. Às vezes ele me ajuda e eu consigo agradar; mas, na maior parte das vezes, ele só quer tirar uma com a minha cara. E eu morro de vergonha, claro.

Anyway, nas duas últimas semanas, ele decidiu se comportar. Os cachos agora se fazem facilmente, de forma suave, e até algumas mechas onduladas apareceram. Ele tá lindo. Adorooooo. A cor ficou melhor, o corte (que precisa ser renovado pra ontem) se ajeitou sozinho. Até depois de uma noite agitada ele fica bom.

Por que eu estou contando isso? Porque não é milagre. A última vez que isso aconteceu foi em 2008. Era maio. E eu estava no Deserto do Atacama - aquele que é o mais seco do mundo.

Isso diz muito sobre a qualidade do ar aqui em São Paulo.

terça-feira, agosto 24, 2010

Da morte

Já passava das sete quando o meu celular tocou. Era minha irmã. Seria uma ligação normal não fosse o fato de que minha avó, de 97 anos, estava internada em um hospital em Osasco. E aquele era o horário de visita que meus pais e minha irmã sempre frequentavam.

O esperado então tinha acontecido. Diante da hesitação na voz da minha irmã, eu entendi que a minha avó tinha falecido. E era tudo verdade. Depois de alguns meses de ida e volta do hospital, uma broncopneumonia afetou o sistema imunológico dela que, velhinha, sucumbiu à infecção. Septosemia, esse é o nome - mais conhecida como infecção generalizada. Uma hora o corpo desiste de lutar e simplesmente... desliga.

Foram cinco minutos de conversa. Não, não adianta eu ir até lá. Sim, meu pai estava bem. Sim, minha mãe estava com ele. Sim, eles me ligariam assim que a papelada do velório/enterro estivesse finalizado e eles soubessem onde seria.

Celular desligado, vem a estranheza. Acho que a melhor forma de descrever isso é imaginar que você conseguiu colocar uma roupa com câmera lenta e, enquanto o mundo continua rodando normalmente e as pessoas continuam agindo normalmente, você parou. Ou melhor, diminuiu a marcha de forma dramática. Os pensamentos invadem a mente por inteiro e demoram a passar.

E depois vem a pergunta: qual é o sentido? Ir para o inglês para conseguir o mestrado, ir para casa ver TV enquanto espero notícias. Não há sentido. Nenhum. A sua rotina se torna tão absurda que parece até uma piada ruim.

Peguei as chaves, entrei no carro e segui para o hospital. Cheguei achando que seria inútil... mas encontrei meu pai, sozinho, esperando chegarem com os documentos dela.

Afinal, nem tudo que eu sentia era tão sem sentido assim.

Tchau, vó. A gente se vê lá no céu.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Reformas

Estamos em reforma aqui em casa. Depois de dois anos de casamento, já era hora de fazer o que deixamos faltando quando nos mudamos - armários do banheiro, escritório, um rack decente para a sala. Também pintamos a casa e vamos colocar papel de parede. É claro que, como toda reforma, está saindo BEM mais cara do que o plano inicial; mas acho que só assim vamos deixar a casa com a nossa cara, finalmente.

Não sei se isso tem a ver, mas a verdade é que essa reforma está me inspirando a mudar tudo. Quero limpar meu guarda-roupa (de verdade), desapegar de peças que eu acho LINDAS, mas que infelizmente não cabem na minha vida. Também estou revendo livros, papéis, sapatos, cremes, perfumes, bijuterias.

E, principalmente: estou revendo idéias. Depois de tanto tempo fugindo e fingindo de certos comportamentos, de certos fantasmas, simplesmente pareceu o momento certo para enfrentá-los e expulsá-los.

Essa "reforma pessoal" ainda está longe de terminar. Mas com certeza já está deixando o ar circular dentro de mim novamente.

quinta-feira, agosto 19, 2010

Infância

Senti um desejo louco por chocolate quente nesta manhã. Acordei e percebi que se conseguisse algo quentinho (bom dia, dor de garganta!) e reconfortante, talvez meu dia se tornasse memorável. Dito e feito: ao primeiro gole, senti um alívio imediato. Uma paz, um sossego, uma sensação de aconchego enorme. Minha mãe tinha razão: não há nada que uma xícara de chocolate quente não possa curar.

Senti uma saudade enorme dos tempos em que eu era criança e essa máxima fazia todo o sentido do mundo. Sim, porque hoje você toma uma xícara dessas e... corre para uma academia para queimar todo esse açúcar. Não, as coisas não eram assim. Quando se é criança, todo o açúcar do mundo não é um pesadelo na hora da balança; é praticamente um sonho realizado ter tanto doce à disposição!

E então eu senti ainda mais saudade da minha infância. E fiquei pensando em como somos idiotas de fazermos promessas que não manteremos. Eu vivo lendo textos e poemas falando de como devemos nos manter jovens e crianças para sempre, porque isso é o que vai manter nosso espírito vivo. Mas a verdade é que, entre as recomendações nutricionais e as esmagadoras responsabilidades que a vida moderna nos impõe todos os dias, é muito, muuuuuito fácil esquecer essa promessa.

Você esquece, por exemplo, de ser sincero. Porque a sinceridade, em algum momento, tornou-se grosseira. Falar a verdade é rude. Sob essa desculpa, aprendemos a pisar em ovos com todo mundo o tempo todo. É quase como inventar um personagem para cada pessoa que você conhece e assim evitar de tocar em alguma ferida. Porque vivemos na era da felicidade e se você por um acaso faz alguém sofrer com a sua opinião, deve ser excluído do convívio social. Sem segundas chances.

Aí, para manter uma interação social meramente possível, inventaram o "politicamente correto". Velhos viraram "terceira idade", que ainda estava ruim e virou "melhor idade". Deficientes agora são "portadores de necessidades especiais". E quando você diz ao seu chefe que precisam discutir a relação, você pede educadamente por um "feedback construtivo". Se a sua melhor amiga está acima do peso, você diz que ela poderia frequentar uma academia para ficar mais saudável. Ah, tá.

Depois, você esquece de enxergar as possibilidades. Quando eu era criança, eu queria muito ser bióloga para estudar a rota migratória de baleias no Canadá (!). Atualmente, tenho planos para o final de semana. Quanto mais crescemos, mais nos dizem para viver o "aqui, agora", mas a verdade é que vizualizar o futuro é sensacional. Ele não precisa se realizar, mas um horizonte de possibilidades infinitas é inspirador - e nos inspira a realizar coisas legais agora, aqui, no presente.

Por fim, quando somos crianças não temos medo de nada. Quer dizer, temos medo de tudo, mas existe um projeto de herói dentro de todo mundo que nos empurra a desbravar o mundo com olhos curiosos. os tropeços e tombos estão pelo caminho, mas a capacidade de esquecê-los é imensa - e a lição é absorvida quase que automaticamente. Sem análises, sem discussões. Sem a ajuda de psicólogo, terapeuta, um copo de cerveja ou de vodka (para os mais desesperados).

O que me leva a uma conclusão apenas: será que estamos mesmo crescendo? Se considerarmos que ficamos mais responsáveis e experientes, sim. Mas será só isso? Porque, pensando em todas esses "pequenos detalhes" que deixamos para trás porque crescemos e queremos nos agrupar no mundo dos adultos, eu realmente fico em dúvida. Como crianças, podemos ser ingênuos, mas jamais trairíamos nosso próprio coração.

E como adultos, bem... há corações partidos todos os dias, todas as horas, o tempo todo, em qualquer lugar.