A tal da Gy
Eu não assisto Big Brother e faço questão de não assistir. Mas em tempos de final, fica impossível não ler nada sobre o assunto, que acaba estampando várias notinhas em sites pela internet afora.
Este ano, no entanto, me chamou a atenção a história da Gyselle. Confesso, não sei nada sobre a moça. Parece que ela trabalhou na Europa em um programa, sendo o pivô da discussão entre casais; também lembro de uma discussão que ela levantou ao dizer que era virgem na casa. Enfim, nem sei quem ela é e não pretendo julgá-la por isso ou aquilo que estão falando. O que me chamou a atenção na história foram as notícias de hoje. Todo mundo comentando que a Natália deveria ter ficado e a Gyselle merecia ter saído. A desculpa? Ela é muito quieta (Ana Maria Braga disse isso, veja aqui).
Achei o cúmulo do absurdo condenar alguém por ser “quieta”. Me lembrei de uma coluna de uma psiquiatra dia desses, falando sobre como podemos lidar com a timidez dos nossos filhos (ok, não tenho filhos, mas fui uma filha tímida). Os pais hoje querem tanto que os filhos sejam extrovertidos e amigos de meio mundo que ficam preocupados quando o pimpolho mostra sinais de introspecção. Como se fosse um problema, uma doença psicológica grave você fazer o estilo caseiro e ter poucos – mas verdadeiros – amigos. E ver uma pessoa condenar outra em público porque ela é quieta me faz entender esse medo.
Talvez o motivo que tenha me levado a esse post é que eu sou uma pessoa quieta e reservada. Não dou trela à toa e constantemente me chamam de metida por isso. Paciência. Pessoas introvertidas têm uma capacidade incrível de observação e análise, além de serem excelentes ouvintes. Coincidência ou não, características em falta ultimamente nas pessoas.
P.S.: Não estou defendendo a Gyselle. Pelo contrário; uma pessoa reservada de verdade jamais entraria nessa casa.
segunda-feira, março 24, 2008
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2 comentários:
Este post scriptum foi divino.
rárá.
Gostei da anti-babaquice e seu blogue é massa.
E é tão bom ser quieto, introspectivo e simples. O mundo já está muito cheio de guéri-guéri. Precisando de mais gente calada.
Abraço!
Lendo os seus textos, vi que o momento é feliz!
ME veio uma música na cabeça:
"Run Sally, run"!
É claro que já ouvira isto uma dezena de vezes, mas foi inevitável. rárá
Obrigado pela retribuição.
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