Maníaca por sériesQuando isso começou, eu não sei dizer. Mas, desde então, sou viciada em séries. Pode ser o primeiro capítulo, ou então eu pego do meio mesmo, não tem problema. Uma vez que eu persista e assista mais de dois capítulos, pronto: já estou oficialmente conquistada.
Pushing Daisies, no entanto, me conquistou a partir dos comerciais. Transmitida pela Warner, no começo achei a história bizarra - um menino, Ned, descobre que pode trazer as pessoas de volta à vida com um toque; mas, se tocar a pessoa novamente, ela morre definitivamente. Mas, à segunda vista, percebi romance, aventura, humor negro (que eu a-d-o-r-o) e refinado e um cenário quase de conto-de-fadas. Segundo a revista norte-americana Variety (a série passa nos EUA desde outubro de 2007), os produtores decidiram que o visual deveria ser "algo entre 'O Fabuloso Destino de Amélie Poulin' e o estilo fantástico de Tim Burton". E, coincidência ou não, essas foram as duas coisas que passaram pela minha cabeça assim que assisti ao primeiro episódio.
A trama, no entanto, é mais complexa. Ned descobre, ainda criança, que se ressucitar alguém por mais de um minuto, outra pessoa nas proximidades (e isso é ao acaso mesmo) morre. Descoberto por um detetive, eles se junam para investigar assassinatos - sim, eles ressucitam o morto, perguntam quem o matou e depois, bom, matam novamente, em menos de um minuto. Numa dessas, Ned encontra Chuck, sua namoradinha de infância, que fora assassinada. Ned a traz de volta, mas não consegue mandá-la ao além de novo. E os dois revivem então o amor da infância... sem nunca mais poderem se tocar.
Apesar de parecer um tanto trágico, a história não tem tristeza. Não há personagens chorando, ou se lamentando. Ned é solitário, mas não é patético. E Chuck aceita a nova chance de viver driblando de todas as formas a impossibilidade de tocar o seu amor. Tudo isso em cenários recheados da imaginação que, sim, lembra muito "A Fantástica Fábrica de Chocolates" de Tim Burton.
Nem preciso dizer que fiquei encantada com a história de amor, o cenário de fantasia e a fineza do humor...


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