Um dia no mundo da modaPassei o dia inteiro assistindo as palestras do Fashion Marketing 2008. A sempre ótima Glória Kalil apresentou tudo de forma leve e divertida - sabe, como pessoas chiques fazem assim, sem esforço nenhum.
É claro que só dava eu com o meu jeans batido, minha sapatilha de purpurina - que não é tão ruim assim, embora tenha custado menos de R$80 - e uma sobreposição de camisa com camiseta regata rendada. Não estava feio para os meus padrões normais de jornalista.
Mas naquele evento, eu estava completamente por fora. Vi muitas galochas de borracha - isso mesmo - em vários tons de xadrez. O tecido, aliás, dominou várias camisas, xales e calças. Vestido era arroz-de-festa; meia-calça em tons escuros e opacos, também. Salto alto, imprecindível. E a maxi-bolsa, ha!, essa então era mais que obrigatória, era necessária. De preferência com a inscrição da Chanel, Balenciaga (a sandália da foto é de lá) ou qualquer outra marcar dessas, ahn, chiques pra burro.
E eu com a minha humilde calça jeans...
Tem mais. Muita maquiagem: base (em tom mais escuro, pra dar a impressão de bronzeado), muito pó (a pele das brasileiras é oleosa... ninguém quer ficar brilhando nas fotos), rímel e gloss (porque batom é over para o dia a dia). Unhas impecavelmente pintadas de vermelho - a cor dominou geral, nunca vi tanta mulher com o tom nas unhas ao mesmo tempo! Cabelos longo, lisos - leves ondas até eram bem-vindas, mas muuuuuito de leve - e loiros. Yep, o loiro dominou - aquele tom mais escuro na raiz e as pontas mais claras, estilo garota da Califórnia. Eu tinha ouvido que isso já era, passou com o verão; mas todo mundo sabe que brasileira adora ser loira... ainda mais se deixar ela com cara de "garota de praia".
E eu com o meu rabinho-de-cavalo básico, pra esconder os cachos desestruturados após uma noite de sono.
E, para terminar o dia bem, todo mundo sabia da vida de todo mundo. Pois é, os últimos estilistas brasileiros, a crise de um, o sucesso do outro, a filha do terceiro. E eu lá, boiando, tentando absurdamente me informar de tudo aquilo que eu passei uma vida ignorando.
Não foi fácil. Mas até que foi divertido. E as palestras foram sensacionais.
Só que sai de lá pensando que preciso urgentemente refazer meu guarda-roupa, cortar o cabelo, fazer as unhas, comprar uma bolsa...
Pra terminar
Procurando no Google pelo meu nome (ha! eu tinha que fazer isso um dia na vida...) acreditam que achei um obtuário?! A página está aqui.


Um comentário:
eu acho que qualquer mulher normal se sentiria meio assim, precisando de um banho de tudo, depois de altas doses do mundo da moda...
e, desculpa aí, mas essa sandália é horrível ;-)
Beijo em tu
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