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domingo, maio 18, 2008

Filme do domingo

Aproveite que o namô foi tocar na igreja - porque sim, ele é um garoto de respeito! - e corri pra locadora e aluguei um filme que ele JAMAIS assistiria comigo. Sabe, filme de DR (discutir a relação) e romântico e tals.

O escolhido foi "P.S.: Eu te amo", com a Hillary Swank. Não sei bem o motivo, mas acho essa mulher linda de morrer. Mesmo. Sem contar que é uma p. atriz.

A história é triste e linda: uma mulher fica viúva ainda jovem, e o marido programa diversas cartas; todas com alguma tarefa pra ela fazer depois que ele morre. A idéia é que ela vá se reerguendo aos poucos, junto com as amigas e com a família. É lindo de morrer - com o perdão do trocadilho safado - e muito, muito tocante. Eu confesso que fiquei em lágrimas diversas vezes durante o filme - e olha que eu não sou de chorar em filmes... bom, pode ser que a idade esteja chegando também.

Mas o filme veio em um momento emotivo aqui em casa. Meu avô piorou e está na UTI, entubado e sedado; a morte parece estar próxima. E o filme fala sobre morte; sobre o que é mais dolorido na morte de alguém que amamos. O que machuca não é tanto a perda e a saudade, porque isso são coisas que passam até que rápido. O problema é quando tudo isso passa. Quando não temos mais dor, ou raiva, ou mágoa; quando superamos, e os dias começam a ter uma rotina. Sem a pessoa. Quando a vida começa a se movimentar normalmente, e você finalmente entra nos eixos. Isso é o que mais dói. Porque superamos aquilo, superamos a perda, e a lembrança da pessoa começa a ficar mais distante. No passado. E ninguém quer ser deixado no passado.

Pensei muito no que já passei com meu avô, e me senti feliz porque tivemos uma existência feliz. Momentos muito felizes mesmo. Mas o filme também falou de amor romântico; o que me fez pensar em como seria se o namô se fosse. Porque o amor que eu sinto por ele transcende todas as escalas de amor que eu já conheci; eu sei que o que temos é algo mágico, além das possibilidades. Doeu. E fiquei pensando que, nos dois casos, no final das contas eu sempre acho que algo deixou de ser dito. Algo que eu poderia ter falado. Os "eu te amo" nunca parecem ser suficientes quando alguém que amamos, alguém que é parte fundamental da sua história e que presenciou aquilo que você se tornou, se vai.

Portanto, fica a indicação. Do filme. E também de dizer "eu te amo". Sempre. Porque no final pode ser pouco, mas é pior se nunca for dito.

Um comentário:

Anônimo disse...

Você descreveu bem a dor que é mais latente neste processo de ser perder quem se ama. Faz dois meses que meu pai se foi, e às vezes me pego sofrendo porque a vida já caminha sem ele... às vezes quero lembrar da sua voz, do seu jeitão engraçado e nem sempre consigo. Fico com medo de simplismente esquecer... e dói.


Mas mudando de assunto e falando de um filme bom para um final de tarde, assisti "O Amor Não Tira Férias" e é bem legal.

Beijos!