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quinta-feira, junho 26, 2008

Ainda Dawson e Joey

Hoje foi o último episódio da terceira temporada (reprise, eu sei!) de Dawson's Creek. Depois de passar por uma longa fase egoísta (que durou uns três capítulos, eu acho - essa é a m**** da televisão...), o loirinho finalmente percebeu que a Joey está apaixonada pelo Pacey e, bom, liberou a pobre para ir correr atrás do seu amor.

Claro que, para isso, ele teve que abrir mão do seu coração. Mas, como o livro dos costumes nobres afirma, "quem ama dá liberdade".

Confesso que me segurei para não cair em lágrimas. E fiquei pensando por que raios esse episódio me afetou tanto - afinal de contas, na minha história de amor, eu fui escolhida pelo meu escolhido! Além do fato de eu já estar emocionalmente frágil (afinal, gente, faltam 29 dias, é menos de um mês para o meu casamento!), o que me sensibiliza é que eu já passei por isso.

Um parentêses: dia desses estava assistindo um documentário sobre pessoas que passaram por um transplante de coração e inexplicavelmente passaram a sentir tudo o que o antigo dono do órgão sentia. Até a personalidade mudava!

Dito isso, eu continuo: acho que o coração tem uma espécie de memória, e toda vez que nos deparamos com uma situação parecida (no meu caso, assistindo ao seriado), aquele sentimento meio que volta um pouquinho, como uma lembrança armazenada no cérebro. E por isso eu fiquei tão sensibilizada com a dor do Dawson: eu já senti essa dor, eu já vi quem eu mais amava (na época) tomar um caminho diferente do meu.

Mas hoje eu posso dizer que entendi essa dor. Por mais ruim que ela seja na hora, e eu realmente não acredito que vou dizer isso, ela dá saudade. Saudade de um tempo em que sofrer por amor era realmente uma questão de vida ou morte; em que depositávamos sonhos e desejos com tal intensidade que a dor era até física. Era um tempo em que eu me sentia viva, muito viva, em que o mundo era uma imensidão de possibilidades esperando que eu as descobrisse. Na época eu não sabia, mas hoje eu vejo que eu tinha muita coragem, atitude. Muita vontade de experimentar qualquer coisa.

Esse tempo não volta mais. E não é que isso seja ruim - ninguém consegue viver dessa maneira por muito tempo, ninguém tem um coração que suporte tanta emoção. Mas eu sinto falta das coisas simples, dos sonhos impossíveis e da eterna sensação de que, da noite para o dia, tudo poderia ser diferente.

Bom, daqui a 29 dias, da noite para o dia tudo será.

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