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quarta-feira, junho 04, 2008

Para a querida camaleoa

Estava conversando com uma amiga ontem da época em que este blog abriu. Ela tinha um outro blog, o Camaleaum, que saudade! E nós duas, mais uma trupe de quase-filósofos-formados-pela-vida debatíamos entusasticamente os amores, as paixões, os amigos, as relações, o mundo e o sentido da vida. Era punk. Era pessimista às vezes. Mas era indiscutivelmente uma razão para sorrir.

O tempo passou e, bom, todos cresceram. Alguns abandonaram a blogosfera; alguns simplesmente sumiram. Todos perdemos o contato, reduzindo as notícias a uma ou outra conversa pelo MSN. Muita coisa aconteceu a todos nós, e dói um pouquinho pensar que dividimos tanto por algum tempo, e agora nada sabemos da vida um do outro.

Ontem, no entanto, essa sensação mudou um pouco. Para mim e para ela, tenho certeza. Ontem conversamos horas, como há tempos não fazíamos. Confidências, conselhos, debates, discussões, conselhos de novo, sorrisos. Uma sensação de que ainda podemos ser como antes, de que basta apenas olhar para trás e lembrar de como éramos jovens, desprendidas, corajosas. Destemidas e curiosas. Foi uma volta às origens, à tudo aquilo que eu fui deixando para trás com o tempo, coisas que jamais devem ser varridas para debaixo do tapete.

Mas ainda existe um abismo. Os problemas hoje são outros. O papo pode até ser clichê, mas sabe quando a vida era bem mais simples?! Hoje não é mais tão simples. As pedras no caminho são maiores, e uma hesitação faz uma avalanche de pessoas disparar na sua frente. Mas aí, eu pergunto: disparar na frente pra quê? Indo para onde?

Ontem, me lembrei disso. Me lembrei de que mais vale se arrepender do que fez do que aquilo não feito; mais vale amar por um dia e chorar por mil, do que nunca ter amado. "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena", já dizia Fernando Pessoa. Esse ra meu lema, minha meta, meu mantra. A vida não era mais simples; nós é que tínhamos menos medo do mundo. Me lembrei desse entusiasmo juvenil, que acabamos esquecendo porque não queremos sofrer, fazer feio, errar perante a sociedade. Mas tudo isso faz parte do caminho, do "viver", e o que nos resta no fim a não ser uma imensa montanha de experiências para contar, relembrar e rir?

Obrigada, Mari, por me fazer lembrar das coisas que realmente importam.

Um comentário:

Anônimo disse...

(...) "apenas olhar para trás e lembrar de como éramos jovens, desprendidas, corajosas. Destemidas e curiosas."

...e podíamos dominar o mundo.

Ontem vc me deu novo fôlego, me mostrou o que eu já conhecia de um modo novo e absurdamente simples.

Eu amo vc, Dani.

mari.