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domingo, julho 13, 2008

Ah, os domingos...

Fazia um tempão já que eu não conseguia sentar aqui no computador de domingo. Pensando bem, fazia um tempão que eu não sentava aqui em qualquer dia da semana mesmo.

Sexta-feira fiquei pensando nisso. Passei tanto tempo correndo atrás de convite, forminha de doce, música e tudo o mais, e "esqueci" de curtir minha casa. "Esqueci" assim, entre aspas, porque na verdade eu sempre soube, mas fui empurrando com a abrriga, sabe? Deixando para o final. Na verdade, acho que eu não tinha ainda assimilado que, depois dessa correria toda, eu não vou voltar a morar aqui. Não vou voltar "ao normal" - depois de tudo eu vou para a minha casa nova, com meu maridinho, e começar a nova vida.

Não deu medo. Na verdade senti mais um aperto no coração, sabe. Não me senti sozinha, ou insegura quanto ao futuro. Tenho mais do que certeza que o Lucas vai ser "O" marido ideal, e que se eu precisar de qualquer coisa - e, bom qualquer coisa MESMO - eu posso ligar para a minha mãe que em quinze minutos ela está no apê.

Não foi nada disso. Senti mesmo foi saudade. Essa casa que eu vi sendo erguida, que eu acompanhei cada tijolo colocado, agora vai ficar para trás. O meu quarto, essa zona de papéis e ursinhos e quadros de criança, vai tudo ficar. O meu som (coitado, já tá velhinho!) e as minhas prateleiras. E até as duas pequenas estátuas de gesso de dois anjinhos que eu tenho pendurados em cima da minha cama desde que eu era um bebê... eles também vão ficar (ou melhor, eu vou guardar e colocar na cama dos meus filhos).

Essa casa sempre vai ser minha. Eu é que vou deixar de ser dela. E não há como evitar uma certa sensação de abandono. Isso para não dizer do meu pai, da minha mãe, da minha querida irmã! Da convivência que, a partir de agora, será outra; não mais distante, mas menos próxima.

De tudo isso, de todas essas zilhões de lembranças que eu senti de repente, veio a saudade. Saudade de um futuro que certamente eu vou perder os detalhes, por mais que tente ficar por perto.

Não me arrependo da decisão, e acredito que todo mundo, mais cedo ou mais tarde, passa por isso. Apenas tento entender, e assimilar, essa saudade bandida que se apossou do meu coração...

2 comentários:

Um dia Florido para todos disse...

Oi Dani, é Lu, tudo bem? É a primeira vez que comento no seu blog.

Deve dar um aperto no coração né. Ter nosso lar, nosso cantinho ao lado de quem amamos, não deve ter coisa melhor. Ai ai, não vejo a hora de chegar a minha vez. Eu já tenho oito anos de namoro e estou ansiosa pra cehgar o meu "grande dia" também. Mas tudo tem a sua hora. Um beijo Dani e tá chegando heim!!!

Jady disse...

Menina, vou te dizer... Logo no começo, quando a gente volta pra casa, ops, volta pra casa dos nossos pais, e vê o nosso antigo quarto sem o nosso "eu", sem o nosso "toque", essa sensação de abandono aumenta um bocado. É uma sensação de abandono do lar, uma sensação de "lar nos abandonando"... Em muitos momentos vc vai se sentir assim mas, nesses muitos momentos, vc vai olhar a volta e vai ver a construção do seu novo lar. SEU de verdade, onde vc vai criar flhos que também vão sair de casa e sentir a mesma coisa... A vida é um clico. E é igualzinha em qualquer lugar do mundo ;-)

beijo moça