Cena da tarde
Hora do almoço. O telefone toca. Insistentemente. Ao meu lado. Eu, que estou com problemas de concentração (por que será, né...), quero assassinar a pessoa que ainda não se tocou de que não tem ninguém na mesa.
Ele pára.
E o meu começa a tocar.
- Redação?
- Oi, sabe o que é, estou tentando ligar para o fulano [aquele que senta do meu lado] mas não consigo.
- Sei...
- Ele não está na mesa?
[Ok, a pessoa teve que me ligar pra saber que não tinha ninguém na mesa. Praticamente um gênio!]
- Não.
- Ah, tá... você sabe se ele tá de férias? Ele volta logo? Vai demorar?
[De novo, a pessoa demonstra traços notáveis de inteligência. Ainda mais porque, costumeiramente, do 12h às 14h as pessoas costumam sair para almoçar, então...]
- Olha, acredito que ele esteja em almoço.
- Ah, verdade!
[Acho que caiu em si. Deu até um suspiro de alívio.]
- Obrigada.
- Por nada.
Depois os assessores de imprensa não sabem porque nós, jornalistas de redação, os odiamos tanto...
terça-feira, julho 22, 2008
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