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quarta-feira, julho 16, 2008

A minha resposta

Dear little sister:

Como eu te disse antes, a sua resposta não virá da forma tradicional. Pode até ser que, depois de passada toda essa loucura que está sendo o casamento, eu sente e te dê uma cópia impressa de tudo o que vou dizer aqui. Mas, por enquanto, vou apelar para a praticidade do computador - e o fato de que este blog é público, o que aumenta e muito as proporções das minhas declarações.

De fato, a sua Táta vai casar. E estou morrendo de medo! Tem um post aqui, logo mais abaixo, em que deixo claro o meu grande problema: a saudade. Saudade do futuro que eu vou perder, por mais que eu me esforce em estar presente a cada segundo de vida. E é claro que você faz parte desse tal "futuro perdido". Mas eu não vou falar dele agora.

Acho que o mais importante neste momento é falar sobre você, a minha irmãzinha. Aquela que eu desejei tanto, que eu comemorei mesmo quando estava dentro da barriga da mamãe, e por quem eu esperei ansiosamente por nove longos meses. E bota ansiedade nisso! Aliás, eu não preciso te explicar esse sentimento. Você, como parte da família, entende BEM o que eu quero dizer!

E, como parte da família que sou, também vi você nascendo, crescendo e se tornando uma belíssima mulher. Ok, pula essa parte; eu jamais vou te ver como mulher, porque faz parte do manual "como ser irmã mais velha" observar os menores de forma zelosa, carinhosa e, reconheço, muitas vezes até protetora demais. É parte das funções!

Mas o que é que eu posso fazer? Você é minha querida, minha irmã, amiga, confidente, sangue do meu sangue. Não temos papas na língua, não temos medo uma da outra. No mesmo ambiente, estamos genuinamente confortáveis com as nossas presenças. E isso, não sei se você já se deu conta, é algo raríssimo nos dias de hoje.

Minha pequena, não vou me despedir. Eu vou estar ao seu lado (nem que por telefone, e-mail, MSN e todas essas coisas high-tech!) quando entrar na faculdade, e também vou segurar sua mão quando precisar de força. Somos irmãs, lembra? Existe aí um laço inseparável, inquebrável, imutável.

Já disse isso antes, mas vou repetir: a vida só vale a pena quando é testemunhada. Temos que ter alguém para contar a nossa história, nos relembrar, nos celebrar. E tenho certeza que você é uma das poucas que possui memórias suficientes para narrar uma bela e detalhada história. É tanta coisa que, mesmo agora, sentada aqui, eu não consigo colocar tudo em palavras. Foram muitos momentos, muitos sentimentos, muitas emoções.

E tudo isso talvez possa ser dito assim: a gente se ama. Eu te amo. E obrigada. Por realizar o meu sonho de ter uma irmã; por fazer parte da minha vida; e por retribuir tudo isso da forma mais doce possível. (e por me fazer rir loucamente também!)

Um beijo,

sua Táta

3 comentários:

Anônimo disse...

Há! Roubei ela de vc, Carol! Se lascou! Há!

Anônimo disse...

ahh que lindo x)

e lendo tudo isso eu lembro de como eu sou besta de ficar falando que ñ vejo a hora de vc sair daqui. são nove dias que eu quero que demorem MUITO pra passar.

amo vc (com saudades antecipadas =P)

:*

Bel disse...

Só duas palavras pra dizer: QUE LINDO!!!

É nessas horas qwue eu sinto falta de ter uma irmã...