Calor... argh!
Fato: calor me torna uma pessoa inútil. Sério.
Talvez por isso eu sofra de terríveis devaneios (compartilhados pelo meu nórdico esposo) mostrando uma vida serena e pacífica em algum lugar... frio. Sabe, algo como Noruega, Suécia. Talvez Finlândia. E qualquer lugar na Europa também, claro - qualquer lugar onde os dias com temperatura média de 34 graus são encarados pelo que são mesmo: uma calamidade pública.
Mas voltemos à nossa realidade tropical.
Semana passada todos os dias superaram os 30 graus. Ontem, juro que à 0h ainda estava fazendo uns 28 graus. As janelas ficaram abertas durante a noite toda, porque era impossível dormir de outra forma (ah, as vantagens de se morar no décimo andar de um bairro tranquilo...). E hoje, apesar de nublado, o tempo está mais abafado do que nunca.
Seria uma fantasia tropical, não fosse o fato de que hoje, segunda-feira, é dia de trabalho. E eu me "enfiei" naquela roupa corporativa básica (ok, ok, eu ainda posso usar jeans) e já segui viagem dentro de um ônibus + trem. Rumo ao trabalho. Esse é o meu problema com o calor. Se eu me "enfiasse" dentro de um biquíni, um short pequeno e havaianas e seguisse rumo à beira da praia (com estoque infinito de protetor solar, claro), a vida seria bela; eu jamais reclamaria do calor desse país. Mas isso não acontece. Por isso, quem vive em uma cidade grande como São Paulo e fala que ama o verão (opa, ainda estamos na Primavera! Humpf!) ou é maluco (insolação, só pode ser...) ou está mentindo. Porque é humanamente impossível amar os 34 graus de uma segunda-feira dentro de um terninho em pleno trânsito matinal.
A situação é ainda pior para quem depende do transporte público (eu). Sim, porque, caso vocês não tenham reparado, brasileiro é um bicho que não tem medo de tocar - mesmo quando já está todo suado, lambuzado naquele caldo cheio de bactérias. Blergh. Eca. Nojooooooo. O-D-E-I-O que fiquem roçando em mim em dias de verão. Dá vontade de dizer "Oi!, mantenha as suas bactérias para si, eu já tenho as minhas!". Mas brasileiro... não se importa. Mas eu me importo. E, no verão, a coisa fica infinitamente pior.
E não me digam para ir de carro. Um veículo a mais nas ruas paulistanas, além de travar mais o trânsito, só vai piorar o efeito estufa - que, por sua vez, só vai tornar tudo muito mais quente. Argh!!!!!
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Um comentário:
Nem me fale, também detesto calor! Tento convencer o marido da mesma coisa, rs, só que minhas opções levam sempre ao Canadá! rs
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