Poderia ser no Brasil, mas...
Eu, às 11h10, ligando para uma gigante empresa de cosméticos em Nova York. Assim, gigante mesmo - eles têm várias outras empresas dentro da empresa. É tipo aqueles conglomerados de luxo, sabe? Enfim. Peguei o telefone no site deles. Dizia "Hedquarters", ou, traduzindo, "escritório central".
Chamando.
- Empresa luxuosa-e-chique, bom dia. - o tom blasé na voz da atendente já indicava: eu tinha ligado pra Nova York MESMO.
- Bom dia. Eu sou repórter e falo do Brasil. Eu gostaria de conversar com o seu departamento de imprensa.
- Me desculpe, mas eu só posso repassar a ligação com um nome ou sobrenome. - só faltou dizer "senhora, me desculpe senhora, mas infelizmente não vou estar podendo atender a sua requisição porque..."
- Mas esse é o meu primeiro contato. Não sei com quem posso falar porque nunca liguei antes e precisava de informações. - assim, mais óbvio, impossível.
- Hold, please.
(cinco minutos depois)
- Alô. Não posso passar a ligação sem ter um nome ou sobrenome. - de novo, só faltou dizer "senhora, obrigado por aguardar senhora, infelizmente senhora não vou poder estar dando continuidade ao seu pedido senhora...".
- Ok, obrigada.
- Tenha um bom dia. Adeus.
Poderia ser no Brasil. Mas foi em Nova York, em uma das maiores e mais luxuosas empresas de cosméticos do mundo.
Às vezes o mundo dá um jeito de te surpreender.
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Um comentário:
Será que a doênça do gerundismo assola o mundo todo?
Coisas de Laurinha...valew
Mandei um recado no seu orku, não sei se vc recebeu, gosto muito do seu blog viu?!
bj
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