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terça-feira, dezembro 16, 2008

A minha vida não é um conto de fadas

Estava esses dias pacientemente sacolejando dentro de um ônibus - as ruas perto de casa foram esquecidas pela prefeitura... - quando, é claro, comecei a pensar na vida. Na existência, na razão do ser (ou não ser), no eu interior. Sabe, essas questões profundas demais e interessantes de menos quando você tem muita coisa para ser feita na sua frente.

Bom, o caso era que eu não tinha mesmo o que fazer a não ser... pensar. E fiquei pensando. Pensando, pensando... primeiro, claro, fiquei sonhando com os personagens mágicos de Harry Potter (acabei de ler "Os Contos de Beedle, o Bardo") e da série de Crepúsculo (que tem seu primeiro filme estreando no Brasil na sexta). Eu adoro histórias de magia, de mistério, de aventura. Mas adoro mesmo essas confusões de vida ou morte, que sempre acabam bem porque é um livro (ah, se a vida possuísse sistema de edição...). Parece que fica claro nessas horas como as pessoas dessas histórias são importantes, especiais, diferentes. Elas saem do senso comum do resto das pessoas.

Depois, imaginei uma amiga (que por razões óbvias não vou citar o nome) que vive no mundo cor-de-rosa. O marido é um fofo-inteligente-educado; ela é cozinheira de mão cheia, poliglota, bonita, talentosa. Os dois, claro, seriam o casal-biônico. Isso sem a lente de aumento. Colocando uma lupa nos dois, no entanto, é possível ver a insegurança, o ciúme, a teimosia; as brigas, os gritos, as mágoas. Certas coisas que acontecem com todo mundo, todos os dias, mas que, aparentemente, são "editadas" da história dela.

Juntando os dois pensamentos, saiu uma pergunta: será que é possível viver em um conto de fadas? É possível fingir sempre que não existem brigas, dúvidas existenciais, mal humor, preguiça? E será que dá para transformar os gritos e mágoas em "perigos mortais" que terminam bem no final, em uma reviravolta da trama?

No fim, concluí: sim, é possível viver assim. A negação humana não conhece limites. Mas impõe seu preço - não dá para não fingir sempre, não se esconder sempre, não ter preguiça de montar o seu mundo todos os dias para TODOS ao redor. Isso requer medidas extremas; no meu caso, uma mudança de personalidade.

E no momento estou cansada demais para fazer isso...

Um comentário:

Anônimo disse...

Claro que é possível, mas acordar deve ser péssimo.

E depois, a vida é mais legal quando não é um conto de fadas. A realidade é bem mais divertida - e as partes que a gente não edita hoje pode rir amanhã dizendo que foram erros de gravação.

Paro, porque o próximo parágrafo seria auto-ajuda.