A volta das malditas segundas
Meu chefe definiu bem: o dia de hoje está com gosto de fim de festa.
Confesso que mesmo com toneladas de papel de acumulando na minha mesa e um prazo de entrega apertadíssimo (conto em outro post o motivo, mas eu perdi uma semana de trabalho esse mês), não consegui fazer nada de muito útil até agora. Meu cérebro simplesmente se recusa a entender que os dias de praia, sol, mar, soninho à tarde, rede, brisa refrescante, raspadinha... bom, esses dias todos, terminaram. Puf!, acabou, já era, passou, ficou para trás. Foi.
Nem repetindo assim ele se convence.
Aí, estou eu aqui, curtindo meu ócio-criativo-desesperador, quando recebo nas mãos um guia da nova ortografia do português. Sério. Alguém inventou que seria, tipo assim, "mó legal" unificar o português que é falado em todo o mundo, e resolveram mexer nas nossas regras ortográficas - como se entendê-las já não fosse por si só um trabalho extremamente chato e cansativo, agora temos que mudar tudo aquilo o que já sabíamos. Sabe o "pára", do verbo "parar"? Não tem mais acento. Pêra, a fruta, vira "pera". Auto-escola vira "autoescola" e microônibus vira "micro-ônibus" - numa tentativa de confundir ainda mais o que já era bem confuso. Só posso dizer: sinto muito, mas ao menos aqui, essas regrinhas serão solenemente ignoradas!
Em meio a esse caos gramatical, o ócio só faz crescer. E eis que surge a N, a mocinha que trabalha aqui do meu lado, comentando que o bloqueio da escrita também pegou ela.
- Acho que é o Exú trava lide*.
Ao menos a explicação dela é bem mais interessante.
* Lide: parágrafo de abertura de um texto jornalístico.
segunda-feira, janeiro 05, 2009
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Um comentário:
É... trava lide total e absoluto, meu Pai.
Para mim, esta unificação gramatical é pretexto para nivelar os estudantes por baixo e facilitar que eles sejam aprovados no final do ano. Só isso explica.
Beijos
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