
Ah, o amor
Ninguém é capaz de explicar porque amamos alguém. As coisas acontecem assim, sem mais nem menos, em uma velocidade que muitas vezes assusta até mesmo nós, os próprios donos do tal coração apaixonado.
Tem gente que confunde. Acha que falta, saudade, amizade, costume, tudo isso é razão para dizer "eu te amo". Não é. Se você definiu seu sentimento, se você o que está sentindo e vivendo, pode parar e repensar – você não está amando. Amor exige um certo toque de... ousadia.
É, ousadia é uma boa palavra. Você precisa superar váios medos para estar amando de fato. Medo do desconhecido, da falta de controle do universo (se é que você realmente acredita que pode, ou vai, controlar tudo ao seu redor), medo de sofrer, de se arrepender, de chegar ao fim da reta sem saber para onde ir. Esqueça a segurança, esqueça as análises racionais de si mesmo (a), esqueça aquela sensação de saber onde está pisando.
Porque amor de verdade é uma caixinha de surpresa.
Um dia você está a fim, no outro, não. Um dia você está apaixonada, no outro você quer apenas ficar na sua. Um dia a saudade é insuportável, no outro nem tanto. E nessa loucura diária, nessa frenética busca por algo fechadinho e certinho, você vai vivendo o Amor como ele é (e deve ser): imprevisível, surpreendente, gratificante, engraçado, aflitivo, desconhecido, divertido e, por vezes, até impossível.
O amor é a pitada de sal que falta na vida de qualquer pessoa. Exatamente porque, se você acha que já sabe viver a sua vida (tédio!), o amor vai lá e te mostra que não, não é bem assim. E te dá sentido de novo – sentido para viver, para buscar a sua felicidade. Ou ao menos caminhar até ela.
Ninguém sabe explicar porque o amor consegue desestabilizar a vida de qualquer um. Talvez o segedo de tanto sucesso seja esse mesmo, essa incompreensão. Nossa inteligência é muito primitiva perto da grandiosidade desse sentimento; e da grandiosidade dos atos que somos capazes por causa dele. Mas eu não preciso de explicações. Basta viver um grande amor para entender que nada mais no mundo precisa fazer sentido... :)


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