Eu e o reflexo de quem sou
À certa altura da vida, é inevitável que você comece a se perguntar por que você é, bom você. Por que razão as suas qualidades, defeitos, manias, cacoetes, preconceitos e tudo o que compõe a sua pessoa são adjetivos seus. Não falo da questão espiritual, de ver como sua alma realmente é, mas de você se olhar no espelho e entender que o nariz é do seu pai, a boca é da sua mãe, a altura, do seu avô, e assim por diante.
O problema é quando você percebe que as pequenas coisas que deixam a sua vida um pouquinho mais miserável podem ter sido passadas geneticamente. É triste, muito triste, pensar que os seus defeitos vieram de alguém.
Ou talvez seja mais triste ver a sua incompetência ao lutar contra a sua natureza.
Dos dois modos, a única palavra que descreve esse conflito interno é: solidão.
Faz tempo que eu não me sentia tão só.
domingo, março 08, 2009
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2 comentários:
Eu desisti. Cheguei a conclusão de que é complicado demais ao mesmo tempo ser alguém e ter dúvidas sobre quem se é. Prefiro minha parte em fanta uva.
Tá, ok, falando sério. Não passa um dia sem pensar nisso. Parece, céus, que não sei fazer alguma coisa sem pensar no que estou fazendo - e olha que o contrário seria bem mais fácil...
Poxa menina há alguns dias não venho aqui e ao chegar vejo você assim!
Não gosto de ver pessoas especiais e não poder fazer nada acabo me sentido impotente também... Ainda hoje vou colocar uma coisa no seu e-mail... Bjs.
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