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segunda-feira, março 16, 2009

Sonhos de um almoço de verão

Estava eu sentada durante nosso almoço, quando o assunto durgiu.

Disney.

Uma das maiores frustrações que eu carrego em mim (ok, ok, o drama não é tanto) é não ter ido conhecer a Disney quando eu era adolescente. Não foi a grana que faltou; quando eu tinha uns 15 anos, minha mãe achava que eu sozinha com "apenas" um grupo de excursão cheio de adolescentes era como me jogar dentro de uma cratera de vulcão com lava incandescente (é sério).

Então, passei essa agradável fase na vida de qualquer ser humano fazendo o que todo mundo faz: sofrendo de forma escandalosa pelos corredores da escola e no quarto de casa - tudo sob a supervisão da minha mãe, é claro. Nem o intercâmbio, que eu adoraria ter feito (e tinha casa de graça lá, veja só!), ela deixou.

Ah, as frustrações que nossos pais nos fazem carregar...

O tempo passou, a Disney meio que perdeu a graça e eu meio que deixei de lado. Na verdade, a graça era ter ido quando eu ainda tinha inocência - coisa que, depois de crescer, casar, se formar em jornalismo e trabalhar em uma grande revista, você perde completamente (infelizmente). Eu sempre achei que a Disney não teria mais graça - a não ser, obviamente, pelas montanhas-russas monstruosas. Mas isso é coisa pra gente grande.

Bom, hoje, durante esse almoço, eu me vi de novo sonhando com a Disney. Mas eu não estava sozinha. Estava com meus filhos. Visualizei nitidamente minha filha e meu filho, pequenos, dois loirinhos cacheados, de mãos dadas comigo enquanto o Mickey vinha falar com eles. Imaginei o marido segurando o pequeno enquanto a Minnie dava um beijo na filhota e em mim. Imaginei o jardim da casa deles, o castelo da Cinderella. Imaginei tudo - com os filhos.

E aí eu entendi. A gente pode até perder um pouco dessa inocência, mas os filhos nos fazem recuperar. Aliás, eles nos relembram como é bom e surpreendente enxergar o mundo com essa lente cor-de-rosa curiosa, com essa vontade de descobrir cada graminha na terra como se fosse uma coisa genial. Imagina explicar para o seu filho (sua filha) as razões do céu ser azul. No fundo, no fundo, são as mesmas questões que você carrega dentro de si, mas deixou pra lá porque... ah, porque não deu tempo.

E filhos têm tempo. Até para ir para a Disney.

Já sei o que vou fazer nas nossas férias em família...

Um comentário:

TC Brazil disse...

Sally querida, quando fui ao Japão em 99 com a Elaine, fomos à Tokyo Disneyland, que segundo dizem é uma versão muito menor da Disney original. Não éramos adolescentes e nem tínhamos filhos ainda, e A-DO-RA-MOS cada segundo, tanto que fomos em 2 dias seguidos.
Assim, não acredite que não seja divertido: se puder, VÁ CORRENDO, e depois me conte se valeu a pena ou não...

Bjs