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segunda-feira, maio 25, 2009


Nerd!

Não me lembro bem como começou - na verdade, não lembro nem quando começou. Talvez o fato de ter sido filha única durante oito longos anos, sem primos da minha idade, e vivendo o dia a dia com pessoas acima dos 20 anos - talvez tudo isso tenha influenciado.

O fato é que, quando chegou a hora de ir para a escola, nos primeiros dias eu já estava enturmada. Sim, eu fui logo para o canto dos nerds.

Na época a gente nem chamava assim (nossa, na época... sensação de que fiquei velha!). Era CDF (cabeça-de-ferro, para quem tinha a boca limpa). Eu era uma cdf incorrigível. Aprendi a escrever antes de todo mundo. Quando eu me entediei, comecei a aprender letra de mão - ainda no pré. Quando as meninas ainda ensaiavam as primeiras palavras lidas de cartilhas, eu já terminava o meu primeiro gibi. Na primeira série, eu era monitora (!) - só eu sabia ler e escrever em letra de mão e de fôrma (esses termos ainda existem????????????).

Na terceira série eu já lia livros. Foi por aí que eu peguei "O Menino do Dedo Verde" - ah, que sonho foi aquele livro.... na quarta série eu fazia a lição de casa - da aula do dia e das duas aulas seguintes. Meus livros eram todos encapados com plásticos. Meus cadernos também. Meu estojo tinha dezenas de canetas coloridas - cada matéria tinha sua cor, escolhida de acordo com a afinidade com o tema (geografia, por exemplo, era verde). Todo ano, minha mãe me comprava uma caixa de lápis de cor com 36 cores da Faber-Castell - imagina começar o ano com a caixa do ano passado. Nunca!

O quesito "aparência" também era perfeito. Não, eu nunca precisei de óculos, mas como todo nerd, eu era... excêntrica. Usava aparelho nos dentes e não conseguia abrir a boa direito. Era magra, mas magra, magra MESMO - varapau total. As calças eram curtas. As camisetas, largas demais. Meu cabelo era rebelde (pra dizer o mínimo) e eu teimava em usar uma daquelas franjonas fartas, que precisavam ser ajeitadas com o secador (não existia chapinha) todos os dias (o que não significa que ela ficava ajeitada mais de dez minutos). Enfim, eu era peculiar.

Bom, eu cresci e a coisa obviamente evoluiu. Quando eu me formei no colégio, me ofereceram um emprego pelo meu bom desempenho. Três vezes. Eu recusei. Por quê? Bom... eu queria estudar! Estudei feito louca durante três anos e entrei na faculdade que eu queria cursar - uma das melhores de jornalismo. E a coisa toda se repetiu: meus cadernos eram coloridos e organizados, eu sempre entregava tudo no dia, tinha as boas notas. Era amiga dos professores. Não lia tudo para as aulas, mas com certeza para as provas. Chegou ao ponto de as pessoas xerocarem meus cadernos e anotações para os testes...

Isso só prova uma coisa: eu nunca vou deixar de ser nerd. Nunca. Ainda hoje, minha maior paixão são as séries de TV - sei tudo de quase todas. Adoro. Ainda adoro ler, procurar blogs estranhos, novidades. Não à toa virei jornalista - fuçar o mundo atrás de coisas novas, que era meu passatempo, virou profissão.

Então, aos nerds, meus companheiros: feliz dia dos nerds! "Tamô junto no rolê"!!!

Um comentário:

leticiabessel disse...

High five!