Bip-bip-bip
A hereditariedade falou mais alto e eu comecei a ter uns picos de pressão alta. Coisa que minha mãe e minha avó apresentam também - mas as crises começaram, tipo, aos 40 anos, não aos 26.
Coisas da vida moderna.
Para ter certeza que está lidando com uma possível hipertensa na terceira idade - e já começar um tratamento preventivo -, o médico decidiu pedir um mapa da minha pressão arterial. É. Funciona assim: a enfermeira vai e coloca no meu braço esquerdo uma daquelas faixas de medir pressão. Com velcro, sabe? Então. Aí, ela passa o fio dessa faixa por trás do meu pescoço - um frio preto de borracha, feio pra burro e ainda por cima remendado! - e coloca o fim dele na minha cintura. Aí ele é ligado a um aparelinho que, de quinze em quinze minutos, bombeia o ar para a faixa no meu braço para medir a minha pressão.
Foi assim o dia inteiro. E vai ser durante a noite. A diferença é que vai medir de meia em meia hora - embora tenha me ocorrido há uns minutos: como é que o aparelinho sabe quando eu vou estar dormindo? Ele está pré-programado para algum horário? E se eu for dormir às 2 da manhã? Afora essa encheção de saco, tem o fator estético - eu pareço estar com uma pochete dos anos 80 envelhecida. Terrível. Deveriam inventar uma caixinha minúscula para fazer essas coisas.
Enfim. Quando começa a bombear o ar, eu preciso parar de mexer o braço. Isso inclui tirar a mão do volante ou ficar com o braço imóvel enquanto eu ando.
Também inclui parar de digitar.
Bip-bip-bip...
Deixa que eu volto quando estiver sem esse trambolinho.
sexta-feira, junho 05, 2009
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Um comentário:
O aparelho não sabe quando vc esta dormindo. Geralmente quando as pessoas fazem esses exames elas tem que fazer um diário com as atividades que fazem durante o dia para que o médico possa correlacionar a atividade do paciente com o nível de pressão. Bjs!
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