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terça-feira, março 04, 2008


Bridezilla

Esse é o termo usado no programa Noivas Neuróticas, do canal Discovery Home & Health. Junção de "bride" (noiva, em inglês) e o "godzilla" (aquele monstrengo que mistura um dinossauro com um lagartão, produto das várias experiências nucleares), o nome serve para designar aquelas noivas que... ahn... bom, passam completamente dos limites quando o assunto são os seus casamentos.

Ver uma noiva dessas é cômico e ao mesmo tempo trágico. Elas choram, se irritam, gritam, descontam todo o turbilhão de emoções no noivo (que fica, coitado, atônito com a mudança de personalidade) e, claro, gastam horrores. Uma fortuna que poderia ter comprado tudo - carro, casa, mobília, viagens luxuosas. Tudo para pagar o que elas chamam de "o grande sonho" de suas vidas.

E é mesmo. Primeiro, é a maior festa que darão durante uma vida. Tirando o seu velório (que, aliás, não é garantia de família reunida em tempos modernos!), quando é que você terá a oportunidade de reunir tanta gente do seu sangue, tantos amigos e colegas? Segundo, serão as fotos que ficarão para seus filhos. O casamento pode dar errado, o que for: isso vai entrar no seu regristro, assim como suas travessuras ficaram gravadas no seu boletim escolar. Terceiro: a festa é sua, você é a estrela e todos estarão lá olhando a sua entrada, as suas lágrimas, o seu vestido. Nada mais justo, natural e normal que você pire e queira tudo certinho, nos trinques, certo?!

Eu sou noiva, eu sei e posso garantir: queremos, sim, tudo da maneira mais perfeitinha possível.

Mas o pior é que juramos, de coração, não sermos bridezillas. Juramos, inocentemente, que iremos ouvir o noivo, ouvir a razão, gastar menos, racionalizar mais. Pura balela. Dentro de nós, lá no íntimo, uma monstra aguarda o momento certo para dominar por completo a nossa personalidade. A verdade é que sentir tudo isso na pele, a emoção do momento e a organização da festa, muda completamente a sua perspectiva. Viver todas essas emoções faz você perder o juízo, a sanidade, a educação. Neste ponto, a transformação está completa. Você não se interessa por nada que não tenha relação com o tema "casamento", e tudo no mundo gira em torno dos dias que faltam para o evento tão esperado acontecer. Sua vida se torna um eterno "vir a ser", apenas aguardando ansiosamente a data...

Você se torna uma chata, vamos falar a verdade. Provavelmente nem o seu noivo aguenta mais ouvir suas indecisões e lamentações sobre decoração, convites, docinhos, bolo, vestido, terno, sapato, penteado... (a lista é longa, então acho melhor parar por aqui mesmo). E o mais engraçado é que mesmo a sua vida tendo virado monotemática (se é que essa palavra existe), e você estar ciente disso, não há o que te faça perder a trilha e voltar a ser... normal. Até o dia do casamento, é assim que você vai viver: uma existência de uma nota só, uma espera angustiante, romanticamente chamada de "vida de noiva".

É evidente que todo esse quadro só se encaixa para quem tem o sonho de se casar. Mas acho que tem algo maior por trás dessa loucura toda. Todos nós, diante do grande sonho - qualquer que seja ele - ficamos cegos pela busca por perfeição. Algo que não existe, já que ainda não inventaram uma máquina fotográfica que tire cópias dos nossos sonhos. Mas, mesmo conhecendo essa limitação, todos nós queremos fazer parte de algo grandioso, o "quadro maior". E viver um desses sonhos uma maneira que encontramos para fazer a diferença.

É o que significa para mim. Mas, para o namô, o grande dia provavelmente signifique outra coisa: paz!

Um comentário:

Anna disse...

Acho que de tanto que eu trabalhei com bridezillas (uma das minhas clientes de assessoria de imprensa foi minha organizadora de casamentos - já viu, certo?), eu consegui não ser uma. Não tenho paciência para isso. Mas que o assunto é inevitável, ah, isso é!

Pior que ele continua DEPOIS da festa de casamento, porque tem as fotos, os vídeos, os comentários de quem foi na festa... Paz para o pobre noivo? Vai sonhando!