Ah, o domingo...
O Estado é falho. Sempre será, em algum momento de sua existência.
O problema é quando a falha se torna uma regra. Quando a lacuna aberta se torna maior do que os vãos preenchidos.
E é isso o que vemos acontecer diariamente no Brasil. Se você pegar um trem, em qualquer lugar do mundo, haverá placas dizendo que o comércio é proibido entre os vagões.
Mas aqui no Brasil, você sabe que acontece sempre. É comum, virou parte do cotidiano.
Assim como faz parte da rotina vermos motoristas passarem no farol vermelho, venderem contrabando para "completar a renda", comercializar discos e DVDs piratas. Porque todo mundo sabe, todo mundo vê, mas ninguém faz nada.
O Estado falhou, e o pior de tudo é que falha em admitir que está falhando.
Não apenas falha em admitir, como ainda joga de volta para nós, cidadãos, as suas responsabilidade. A criminalidade está alta? Nós é que damos sopa para os criminosos. A inflação está alta? Nós consumimos demais. A educação está decadente? Nós é que estudamos pouco. O sistema de saúde está precário? Nós é que sonegamos demais, então falta dinheiro de impostos para cobrir as necessidades básicas.
Veja, por exempo, o caso deste menino. Não bastou, para o governo, que o pai dessa criança saísse do emprego, se virasse com um salário mínimo (com três filhos para criar) e ainda vivesse em função do menino. Ele ainda foi obrigado a ouvir que tem transtornos de personalidade. Isso até pode ser verdade; mas, em uma situação dessa, é realmente necessário contestar dessa forma, colocando em cheque a sanindade mental do homem que mantém essa criança viva? E, caso seja verdade, qual a responsabilidade do Estado, que permite que uma pessoa doente cuide de outra quase vegetativa?
O Estado falha. Mas é uma vergonha, decididamente uma vergonha, ver a forma com que lida com a sua própria falta de atitude.
domingo, junho 22, 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário