Setor de serviços
Durante a fase "casamento", você descobre que os prestadores de serviço - ao menos os de SP, mas desconfio que em todo o Brasil seja assim - não têm o mínimo interesse em fazer um bom serviço. Sério. É contraditório, afinal, eles deveriam resolver a nossa vida para ter boas indicações. Mas não funciona assim, não.
Para começar, o apartamento. Tivemos que quase implorar para a construtora arrumar a nossa varanda, que estava com problema para escoar água. Foram dois meses de reclamação; e só resolvemos porque o namô-agora-marido (!!) ligou lá falando várias para o diretor. Do contrário, estaríamos ainda esperando, esperando...
Depois é o gesso. O cara largou todo o material de serviço lá (cavalete, saco de gesso) e nunca mais voltou. Depois foi o senhor que instala janelas na área de serviço - ele até que parecia ser bonzinho, mas enrolou uma semana pra entregar a janela; e mais outra semana pra fazer o acabamento; e deixou o vidro com uma marca de etiqueta de papel que simplesmente não sai.
A última da vez é uma loja em que fizemos a nossa lista de casamento. Encerramos a lista, trocamos os presentes e combinamos de tudo ser entregue em casa. O que, claro, não aconteceu. Primeiro entregaram apenas um presente; reclamei, e remarcaram a entrega. Mas a mocinha que fez o pedido (foi o que disseram) errou as informações, e a entrega não entrou no sistema. Resultado: tivemos que ir buscar na loja pessoalmente. Chegando lá, um ferro de passar estava faltando - isso porque me garantiram que TODOS os produtos estavam lá. Reclamei de novo, e marcaram nova entrega em casa. Mas não deu novo, não. Liguei lá hoje e sabe o que disseram? Que não tinha ninguém em casa na hora da entrega - sendo que eu moro em um apartamento em que há porteiro 24 horas por dia!!!!
Enfim, acabei fazendo uma pesquisa informal com meus amigos recém-casados e todos eles afirmaram que já passaram por problemas assim. Existem até sites na internet (em português mesmo!) alertando possíveis consumidores sobre lojas e prestadores de serviço que simplesmente não valem um centavo pago do nosso bolso. E eu, profissional responsável que tento ser, fico aqui pensando como é possível ir dormir com a consciência limpa sabendo que você não fez um bom serviço; será que é tão fácil assim? Será que não dói nem um pouco saber que você está enganando alguém?
Mas pensa só, isso acontece tanto no Brasil...
[Atualizando]
Este post só foi publicado agora porque outra prestadora de serviços, a Telefônica (detentora do Speedy), não fez bem o seu trabalho e deixou o pessoal aqui da redação na mão (em dia de fechamento, aliás).
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Um comentário:
Ei Dani!! Também sou vítima. Pode incluir nesse último post, os serviços de pedreiro. Ô raça!! Meu namorado e eu, todos os dias, temos que nos controlar para não arrancar os cabelos e mandá-los para bem longe. Quando não é um funcionário que falta sem motivos, é outro que está doente, é um adiantamento, consumo excessivo com o material que, com o maior esforço compramos, e eles, que com a maior facilidade, gastam sem ter um pingo de piedade e senso de economia. Mas somos vulneráveis a esses tipos de pessoas, ruins de serviços. Beijinhos
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