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terça-feira, fevereiro 03, 2009


O trânsito

Quem fala que dirigir é algo muito simples só pode viver em um universo paralelo. Ou ter um motorista particular. Já parou para ver quanta coisa tem pra olhar ao mesmo tempo? Para frente, óbvio, para o espelho retrovisor, para os espelhinhos laterais (esqueci o nome), para os carros, para a guia, para os pedestres, para os buracos...!

Depois de mais ou menos sete anos com uma carteira de motorista enconstada, eu decidi enfrentar o medo - que na verdade se assemelhava mais a PAVOR - de dirigir e peguei o carro.

Primeiro, só no interior, onde as ruas são calmas, as avenidas são levemente movimentadas e as pessoas são mais calminhas. Isso incluiu também ter aulas em ladeiras durante mais ou menos umas seis horas (não é só força de expressão - foi tudo isso mesmo) para aprender a arrancar sem deixar o carro morrer. Dureza...

O próximo passo foi renovar minha carteira, porque ela estava vencida há uns bons anos. Renovada, comecei a pegar. Primeiro, lugares próximos: casa da minha mãe, padaria, supermercado. Depois, mais longe: Mc Donald's, casa da amiga. Depois, voltar do trabalho na hora do rush paulistano - para quem não sabe, a coisa é feia. Bem feia. Tudo acompanhada pelo maravilhoso namô/marido, a pessoa para quem eu devo 100% do meu sucesso no volante.

Hoje, o teste começou. Peguei o carro sozinha e dirigi até o trabalho. Começou na dificuldade imensa de tirar o carro da garagem - moro em apartamento, então imaginem como é a situação das vagas... No meio do caminho, parei para abastecer (ninguém me disse que eu tinha que destravar a p**** da abertura do combustível!!!!!!!!!!!), errei o caminho (ainda bem que eu sabia onde estava...) e peguei trânsito pesado, com direito a caminhões e ônibus.

Enfim, cheguei. Parei em uma vaga na rua (porque essa não tem estacionamento para funcionários) que considerei de nível fácil, embora tenha parado com a traseira (do carro) ligeiramente torta. Mas era só entrar (de frente), ajeitar como fosse possível, e pronto. Ufa!

Desci do carro tremendo feito vara verde. Cheguei inteira, não bati o carro, não matei/feri ninguém e nem mesmo levei algum tipo de buzinada. Ou seja, fiz alguma coisa certa. Uhuu!

Ainda bem que tudo isso é apenas no começo. Viver essa adrenalida todos os dias da minha vida seria algo nada saudável para a minha recém-descoberta hipertensão...

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