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quarta-feira, setembro 16, 2009

Hoje a festa é lá no meu apê...

E lá estava eu ontem no lançamento de uma festa ultra-luxuosa, num dos bairros mais chiques de São Paulo.

Não, eu (ainda - hahahhaa) não fiquei rica e fui convidada. Como jornalista competente que sou, consegui um convite para conhecer o projeto, o lugar, enfim, me inteirar do mundo do luxo (kkkkkkkkkkkkkkkk).

A coisa já começou a complicar no dress code - sim, caros, festa chique tem dress code. Lá era proibido camiseta, tênis (muito embora eu tenha visto dois bonitos entrando de All-Star) e os homens precisavam usar paletó (social - um espanhol na minha frente foi barrado porque o dele era esporte demais). Jeans não era aconselhável. E eu, a garota-calça-jeans, que não possui absolutamente nenhuma calça social (verdade) no armário, já comecei a ficar irritada.

Mas ok. Aparentemente, uma entrada estava sendo disputada a tapa e eu resolvi acreditar que era uma pessoa de muita sorte. Essa imagem zen começou a se desfazer quando eu cheguei no lugar - as vagas de valet haviam acabado. Yep, sem vagas de valet em festa de bacana. Como é que pode? Tive que deixar meu carro num posto de gasolina em frente - entre vários modelos importados que eu, pobre que sou, nem imagino o nome.

Ainda com esperanças (pois sou brasileira...) de que a vida poderia sorrir, me dirigi à entrada do evento. Lotada. Muvucada. E com fila. Yep, em festa de bacana também tem fila! E lá fiquei eu, em cima de um salto enorme (ao menos isso, né), com a minha calça jeans nada-a-ver (realmente, só eu e mais uns modeletes descolados estavam de jeans), na calçada, ao relento, estragando os meus cachos (rebelde total - nem chapinha eu fiz) com o sereno frio que se derramava (quanto drama...).

Uns vinte minutos depois, consegui entrar. Esperando uma amiga, fiquei observando a orda de convidados que se retiravam do salão principal para fumar - sim, fumar. Como não se pode mais fumar em locais fechados em São Paulo (com a graça de Deus essa lei foi aprovada!), o pessoal se dirigia à uma espécie de jardim oriental, localizado na entrada do evento e equipado com banquinhos e cinzeiros modernos, para sacar o cigarro e se matar aos poucos. O vai-e-vem dos viciados se encontrava com a movimentação de quem ia e vinha da festa. Deu para ver que: a) a festa estava lotada de vips (óbvio); b) as pessoas realmente se vestiram para uma festa black tie (mais black, na verdade - nunca vi tanta gente de preto); e c) tinha muito gringo. Muito. Uns normais, outros bem gatos, umas lindas. Gente bem apessoada, dessas que você sabe que tomou banho para ir pra lá (eu mesma só tomei quando cheguei em casa).

Um deles, inclusive, chegou a me jogar uns olhares curiosos. Alto, ruivo, cavanhaque bem aparado, cabelo arrumado com gel, terno cinza bem cortado com camisa preta. Eu, pasma, com aquela encenação de flerte, dei risada. Mas a minha risada não foi suficiente para manter o interesse do moço quando surgiram duas morenas altas, pernas bem torneadas, cabelos (lisos) longos jogados de forma displicente por sobre as costas e os ombros. Usando vestidos soltinhos, curtíssimos, em tons claros, saltos nas alturas. Resumindo: uma arrasa-quarteirão. E lá foi o moço simpático oferecer fogo para o cigarro que as duas carregavam nos dedinhos de unhas bem feitas. Ah, a história da minha vida...

Mais vinte minutos, a amiga chegou, entramos. Primeiro: o som nas alturas era só bate-estaca. Sabe, dessas músicas que você em qualquer balada em qualquer parte do país. Segundo: no food. Eu, pobre que sou, morrendo de fome porque saí do trabalho (sim, eu trabalho!) sem comer nada achando que teria um jantar, me ferrei. Terceiro: nada de beber também. Se uma caipirinha custava 25 reais (tô falando sério), uma água deveria ser uns 8 reais. E aí eu poderia comprar no posto, né??? Já sem mais sonhos de que aquilo tudo poderia ser diferente, percebi ainda que o lugar estava abarrotado de gente. Os gringos estavam soltando a franga - eles acham que, como a gente "se libera", ele querem "se libertar" também. Mas, no geral, o lugar estava abafado e lotado - dançar era coisa para quem curte esse roça-roça com o próximo. Típico.

A noite estava chegando ao fim depois de vinte minutos lá dentro. E aí eu comecei a reparar no lugar em si. Finamente decorado com lustres vermelhos, as paredes todas recobertas com fotos maravilhosas de modelos famosas. Adorei. Fazendo justiça, o lugar foi muito bem escolhido, pois, apesar de apertado, ainda acomodava as pessoas relativamente bem e tinha muito a ver com a filosofia da festa. Ponto pra organização.

Decidi que era hora de ir. Consegui a matéria, mas tive certeza de duas coisas: a primeira é que meus tempos de balada passaram.

A segunda é que festa de ricaço é a mesma coisa: caras blasé, desfile de moda e silicone. Mas eles só querem se divertir, como qualquer pessoa normal gostaria...

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