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terça-feira, novembro 10, 2009

Da tristeza

Ando triste. Quer dizer, não assim, triste TRISTE, mas um pouco, sim. Isso provavelmente é fruto do meu exaustivo trabalho - agora eu consegui a proeza de me entupir de coisas o suficiente para ficar na frente do computador umas 12 horas por dia. Delícia. Meu braço/costas/pulso agradecem o cuidado especial.

Mas, sério, ando meio triste. De pensar que essa correria insana ainda vai durar alguns anos. Afinal, como disse uma amiga queridona, "dos 20 aos 30 a gente só de f. mesmo". E é por aí. Trabalhamos feito camelos por um salário mediano e ainda temos que provar para os superiores (geralmente dinossauros invejosos da sua juventude ou jovens inseguros por serem chefes cedo) que somos bons, competentes, responsáveis, inteligentes, pró-ativos (argh), criativos. Em resumo, temos que ser brilhantes o tempo todo - de preferência, sorrindo sempre.

Eu comparo isso a fazer exercícios na academia sem ofegar ou mostrar qualquer sinal de esforço.

Moleza.

E fazemos isso sempre, todos os dias, com todo mundo. E aí vamos escondendo aquelas pequenas coisas do dia a dia que te incomodam porque, bom, francamente, quem tem tempo de pensar nelas? E um belo dia, como roupas velhas entulhadas no armário, elas despencam no seu colo de uma só vez. E aí vem a tristeza.

Tristeza de não ter tempo para nada a não ser trabalhar. Tristeza de pensar que se trabalha 11 meses para ter apenas um mês - um mísero mês! - de férias, paz, e tempo para si. Tristeza de pensar no que seu perdeu enquanto ficou presa até tarde no escritório - a pizza com as amigas, um jantar romântico, um jantar com os pais, um cinema com a irmã, uma série da academia.

Tristeza de ver motivo em tudo isso, mas não ver sentido em continuar sentindo essa tristeza por tanto tempo - afinal, até os 30, eu ainda tenho três anos!

Tristeza. É isso o que eu sinto. Não é profunda e muito menos incapacitante. Mas é dolorida, incômoda, enjoada, como aquelas coisas que eu tento entulhar num armário escuro e escondido na minha alma.

Um comentário:

tamara foresti disse...

"ainda tenho três anos"?! Como assim? Eu SÓ tenho 5!